Intermediários

Processos, ferramentas e ambientes para objetivos subjetivos

O que é invisível a nós? Que coisas escapam aos cinco sentidos, que estão presentes mas não podem ser definidas? Ou seria a pergunta, o que é o invisível?

Um objeto é comum. Porém quando é portador de um poder, o que passa a ser? Um talismã, uma arma, um instrumento? O poder transforma o objeto em um veículo, uma ferramenta que permite ao seu operador realizar o objetivo proposto. Igualmente, uma área quando designada e delimitada passa a ser o espaço que possibilita o acontecimento do objetivo proposto. E interessam também os espaços de fronteiras pouco definidas, como são os espaços emocionais e espirituais, da mesma forma os dos sonhos e os das fantasias. Espaços estes que são abstratos e impalpáveis, que se permeiam e se confundem entre si, onde entramos e de onde saímos constantemente sem nos dar conta.

Os objetos-espaços atuam entre o físico, o psicológico, o emocional e o invisível. São intermediários e como tal passam a depositários de possibilidades, poderes e anseios. Pontuam o silêncio. São ações poéticas que existem no vazio entre as continuidades.

Rodrigo Cardoso, 2006

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Kayak no Rio de Janeiro - training camp de técnicas de remada e resgate em caiaques oceânicos




Entre Itacuruça/Muriqui e a restinga da Marambaia, a Baía de Sepetiba abriga um conjunto de ilhas paradisíacas compondo um cenário de grande beleza. Cercadas de águas cristalinas e protegidas, oferecem ambiente ideal para remadas tranquilas e estimulantes treinos técnicos. Algumas ilhas são desabitadas, perfeitas para  se integrar à natureza e exercitar habilidades básicas pra viver no meio dela com conforto e segurança. 













Com aproximadamente 14 km, nosso percurso começou em Itacuruçá. Paramos na Ilha do Jardim pra encontrar Spock e Ana, depois  seguimos em direção à Ilha Bonita onde fizemos uma pausa pra comer e relaxar um pouco. A partir daí o grupo se desmembrou, Roberto, Flávia, Flávio, Spock e Ana foram para Pombeba. Eu, Paulo, Marcelo,  Alberto, Lufeca, Paula e  Carlos contornamos a Ilha de  Jaguanum e remamos para a Ilha do Vigia Pequena. Chegando lá encontramos a praia suja e fedendo muito. Demos um trato juntando a sujeira e retiramos o que estava fedendo, e daí a atmosfera melhorou. Quando a galera da Pombeba chegou, começamos a montar acampamento e acendemos a churrasqueira. De pedaço em pedaço de carne e legumes, entre goles de vinho fomos até onze da noite. 





























No segundo dia, depois de um farto café da manhã com ovos mexidos, pão, geleia, queijo e um tang de laranja para aparecer na foto, iniciamos nosso o treino. Fizemos uma bela sessão de aprimoramento de técnicas básicas e aprendemos muitas outras, além de trabalhar  bastante a confiança na água com exercícios de preparação ao rolamento. Na segunda parte do treino praticamos manobras defensivas. 



O negócio tava tão divertido que esquecemos de tirar fotos  e  o curso entrou pelo início da tarde. Quando paramos só tivemos tempo de preparar uma pizzas, desmontar acampamento e partir. A noite caiu no meio do caminho de volta. Chegamos um pouco tensos da travessia mas satisfeitos com tudo o que vivenciamos e aprendemos no fim de semana.
Obrigado pela companhia.














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Os training camps promovidos pelo Clube Carioca de Canoagem são programas de instrução que conjugam viagem de lazer com treinos específicos de kayak de mar. Além de descobrir spots incríveis e de aprimorar habilidades técnicas, o participante tem oportunidade de vivenciar cada etapa da organização de uma excursão em caiaques oceânicos.
Para mais informações: trilhasdomar.contato@gmail.com

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